“Era uma reunião de pais…”

Era uma reunião de pais igual a tantas outras. “Numa escola de bairro, a diretora ressalvava o apoio que os pais devem dar aos seus filhos e salientava a importância de que se fizessem presentes o máximo de tempo possível nas suas vidas. Ela entendia que, embora a maioria dos pais e mães daquela comunidade trabalhassem fora, deveriam reservar tempo para se dedicarem a entender as crianças. Mas qual foi a sua surpresa quando um pai se levantou e explicou humildemente que não tinha tempo de falar com o filho, nem para estar com ele durante a semana. Justificava-o porque ia trabalhar muito cedo, quando o filho ainda dorme e que quando regressa à noite, já é muito tarde e o menino já está a dormir. Explicou ainda, que não conseguia que fosse de outra forma porque tinha que sustentar a família mas também partilhou o quanto isso o deixava angustiado! Partilhou também, que  a forma que tinha encontrado para se redimir era ir beijar o seu filho todas as noites quando chegava a casa, e para que para que ele soubesse que ele tinha lá estado, dava um pequeno nó no lençol que o cobria. Disse que isto acontecia religiosamente todas as noites e quando o filho acordava, via o nó sabia que o pai tinha estado ali. Que este era o meio de comunicação entre eles! E qual não a surpresa, quando a diretora emocionada constatou que o filho deste homem era efetivamente um dos melhores alunos da escola”.

Este texto é de um autor desconhecido e facilmente se encontra na internet mas a verdade é que me fez refletir sobre as muitas maneiras de um pai ou uma mãe se fazerem presentes e de comunicarem com os filhos. Pode não ser perfeito mas acho que é muito importante a forma como encaramos as adversidades que nos surgem, e a forma que aquele pai encontrou forma para se fazer presente tocou-me.

Este pai até poderia ser criticado socialmente porque, aos olhos do mundo, não cumpria com os “standarts afetivos” mas o mais importante é que o seu filho percebia através daquele “nó afetivo” o que o pai que queria transmitir. Muitas são as vezes em que nos focamos na forma como queremos dizer as coisas, e em que esquecemos que o principal é a comunicação através do sentimento, de simples gestos, de amor genuíno, como o que aquele beijo ou aquele nó no lençol valiam para aquele filho. Valiam muito mais do que presentes ou desculpas vazias.

É válido que nos preocupemos com os nossos filhos mas é importante que eles saibam e sintam isso. Os gestos continuam a valer mais do que mim palavras! 😉 É por isso que um beijo revestido com o mais puro afeto cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o ciúme do irmão mais novo que roubou o colo ou o medo do escuro. A criança pode não entender o significado de muitas palavras mas sabe registar um gesto de amor.

Era uma reunião de pais 2 Era uma reunião de pais 3

Vários são os “nós” repletos de afeto e carinho que podemos deixar aos nossos filhos, há muitas formas de lhes dizermos o quanto os amamos e como são importantes para nós. Eu viajo muito e estou muitas vezes longe dos meus príncipes mas a cumplicidade do nosso amor é superior a qualquer distância física. O nosso tempo é realmente rico em qualidade…

E eu nunca me canso de lhes mostrar o quanto os amo, todos os dias da minha vida.

Porque são eles que merecem o nosso melhor! Feliz Dia da Criança!

3 Comments on ““Era uma reunião de pais…”

  1. Adorei o texto…
    Faz nos reflectir muito no nosso papel de pais…a vida e dura e o tempo mt pouco para passar em familia…mas existem sempre formas de contornar essa ausencia e basta um simples gesto de amor e afecto.obg

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